Adão: Sono sim, morte não! Sacrifício sacerdotal de Adão, onde o cordeiro era ele mesmo

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Sabemos que Adão foi posto no Éden como pai e sacerdote. Como pai deveria ser sacerdote e o sacrifício seria o seu próprio sacrifício. Quando Eva foi engana pela serpente, ele resolveu juntar-se a ela no seu pecado ao invés de entregar-se como sacrifício em seu favor, como Cristo entregou-se em favor de sua esposa (Ef 6:26), para que quando Deus viesse ao seu encontro ele fosse ressuscitado. Mas o primeiro Adão falhou em toda a sua obra: (1) Ser a sua cabeça, (2) ser salvador do seu corpo, (3) amar a sua mulher, (4) entregar-se por ela, (5) purificando-lhe, (7) santificando-lhe, (8) lavando-lhe com água e com a palavra para (9) apresentá-la santa e imaculada ao Pai. Tudo isso aconteceria se no primeiro pecado de sua mulher, ele tivesse se oferecido em seu favor, como sacrifício vivo diante de Deus, assim como Cristo se entregou em favor de sua mulher, a Igreja. Assim, ele renunciou o seu dever sacerdotal em favor de sua família, e não creu na sua ressurreição, já simbolizada no seu profundo sono, quando Deus o levantou da morte, pois para entregar a sua costela enfrentou a própria morte para que sua esposa se tornasse realidade, assim como Cristo em seu sono profundo na cruz, quando o Pai providenciou a sua esposa.

Em outras palavras, Adão esteve disposto a dormir em favor da formação da sua esposa, mas não pode morrer em favor da sua restauração, obtendo com isso o poder de ressurgir dentre os mortos, quando nele estava contida toda a raça humana. Pensemos nisso. Estamos dispostos a pagar o preço do sono profundo da paixão, mas não queremos pagar o preço do amor, entregar-se para a restauração.

Bíblia Revelada, VT – Alpha. Dr.Aldery Nelson Rocha

A PRIMEIRA ESTRELA DA COROA DE UMA MULHER: A ALEGRIA (1 DE DOZE PARTES)

ENTRA AS DOZE ESTRELAS DA COROA DA MULHER VESTIDA DE SOL, A PRIMEIRA QUE ELE QUER DESTRUIR É A ESTRELA DA ALEGRIA…

DR. ALDERY NELSON ROCHA

O ódio de Satanás contra a mulher nos faz entender por que ele quer destruir as estrelas. As estrelas estão na coroa da mulher. São doze estrelas que estão na coroa da mulher. Devocionalmente, ele quer derrubar as estrelas que estão na coroa da mulher. A cauda de Satanás quer destruir as estrelas da coroa da mulher.

1) A estrela da alegria. Uma mulher triste é comida de Satanás a exemplo de Abigail, mulher de Nabal.te-amo-meu-jesus

A mulher deve saber que a sua alegria e seu amor são grandes armas para grandes feitos e poderes para grandes conquistas.

A mulher deve saber que a maior alegria é aquela que não se compreende bem.

A mulher deve saber que não há nada que lhe possa parar radicalmente que a falta de ânimo e a  falta de alegria.

A mulher deve saber que sua alegria tem base em algo eterno, não em algo efêmero, pois a alegria é baseada em algo efêmero é prenúncio de ventura medíocre e passageira.

A mulher deve saber que o mundo somente pode dar a alegria que ele nos pode tirar, não a alegria que o faz vencê-lo, e que somente o Espírito Santo pode dar.

A mulher triunfante deve saber ocultar seus pesares e demonstrar a sua alegria.

A mulher deve saber que a tristeza partilhada é apenas a metade do pesar, mas a alegria compartilhada é uma alegria dupla.

A mulher deve saber que se a alegria for do Senhor, não sorverá vinho algum.

A mulher deve saber que se rir, todos rirão com ela, mas se chorar, chorará sozinha.

A mulher séria deve saber que não há nada mais contagiante do que a alegria de uma mulher honesta.

A mulher sabe que a sua força é a alegria que lhe abrem todas as portas.

A Alegria do Senhor, na mulher é a sua força.

O QUE GERA O EQUILIBRO DA MULHER VESTIDA DE SOL (Parte 2 de doze partes)

a mulher equilibradaA MULHER VESTIDA DE SOL – SEGUNDA PARTE

DR. ALDERY NELSON ROCHA

A SEGUNDA ESTRELA QUE SATANÁS QUER DESTRUIR DA CORROA DA MULHER É:

A estrela de sua postura, e posição de equilíbrio que Rute, mulher de Boaz, e Maria, irmã de Lázaro detinham consigo.

A posição de uma mulher se revela por esteios próprios de seu equilíbrio:

  • O seu equilíbrio é fruto da rapidez de sua sensatez. Homem nenhum ama uma mulher louca e desequilibrada. Pode conviver com ela a prantos e invisíveis lamentos, sem amá-la.
  • O seu equilíbrio é fruto da flexibilidade de sua sensibilidade. A compreensão de uma mulher atrai a honestidade de um homem.
  • O seu equilíbrio é fruto da capacidade de sua renúncia. A renúncia de uma mulher transforma a consciência de um homem honesto.
  • O seu equilíbrio é fruto do limite de sua resignação. A resignação de uma mulher é a plataforma para a construção de seus sonhos, apressa os braços de seu amado que a admira.
  • O seu equilíbrio é fruto do entendimento do poder de seu respeito que inspira, não do respeito que oferece. O respeito de uma mulher cristaliza o amor de seu marido entre todas as mulheres da terra.
  • O seu equilíbrio é fruto da grandeza de sua retidão. A retidão de uma mulher constrói seu futuro diante de seu marido e de seus filhos. A retidão transforma a vizinhança em promotoria de sua defesa.
  • O seu equilíbrio é fruto de seu romantismo. O romantismo de uma mulher extirpa da mente de seu marido todos os atos superficiais ou meios artificiais que poderiam destruir a promoção do desejo unicamente por ela, roubando o lugar da admiração própria. Somente seus atos românticos promovem o renascimento a cada dia de seu amor.
  • O seu equilíbrio é fruto do poder de seu sacrifício, e este estabelece para sempre a admiração e o respeito de seus amigos, parentes e de seu amor.
  • O seu equilíbrio é fruto do poder íntimo e honesto de sua sedução feminina. A criatividade da sedução feminina é incomparável à mais bela das amantes profissionais. Ela nocauteia o homem aos seus pés. É muito raro no casamento sem criatividade, somente ela pode deter este poder maléfico, que é a monotonia matrimonial.
  • O seu equilíbrio é fruto da glória de sua serenidade. A ausência de violência em seus lábios a tornam admirável, amada e prudente.
  • O seu equilíbrio é fruto da austeridade de sua seriedade. A sua seriedade é o espanto das pragas do mal compreendido e das cantadas dos homens fraudulentos.
  • O seu equilíbrio é fruto do poder de seu silêncio. A mulher que souber guardar a sua língua jamais sentará no banco dos réus.
  • O seu equilíbrio é fruto do efeito de sua singularidade. O seu estilo a transformará em uma mulher ímpar, incomparável.
  • O seu equilíbrio é fruto da ética de sua solenidade. A glória de sua recepção atuará como a cristalização de sua impressão. Suas solenidades a farão mulher ditosa no meio das superficiais e informais. São poucas as mulheres que sabem ser solenes.
  • O seu equilíbrio é fruto do uso correto da chave de sua submissão. Ela não a tem como submissão a escravidão de seu amor, mas a beleza de seus passos que pelo seu serviço conquistam tudo o que quer.
  • O seu equilíbrio é fruto do transformar diário e contínuo de seu temperamento. Ela nunca está satisfeita com as suas atuações e reações. Ela melhora a cada dia, a fim de firmar suas estacas.
  • O seu equilíbrio é fruto de sua temperança. Ela sabe o sabor do seu equilíbrio. Sabe que a luz deve estar debaixo de seus pés.
  • O seu equilíbrio é fruto da diplomacia de sua adaptabilidade. Sua forma de se adaptar não quer dizer que está satisfeita, mas que parou para pensar como transformar situações humilhantes ou desagradáveis em grandes edificações.
  • O seu equilíbrio é fruto do sucesso da atração de sua afabilidade. Ela sabe conquistar novos clientes, novos amigos.
  • O seu equilíbrio é fruto da beleza de seu afeto. Ela sabe os seus verdadeiros bens são internos e sempre comunicados para o bem de seus amigos.
  • O seu equilíbrio é fruto do pagamento de seu agradecimento. Ela sabe que poder tem a gratidão. Ela sabe que a frieza põe a correr a manifestação de carinho do próximo.
  • O seu equilíbrio é fruto da força de sua aliança. Ela sabe respeitar pactos. Ela é a demonstração visível de Deus na relação divino-humana.
  • O seu equilíbrio é fruto do seu altruísmo. Seu serviço e sua humildade transformam cidades inteiras, movem autoridades e serviçais com um só objetivo. O seu.
  • O seu equilíbrio é fruto do aconchego de sua amabilidade. Todos querem ser seu hóspede ou seu paciente.
  • O seu equilíbrio é fruto do rol de sua amizade. Ela é o centro de uma festa, embora pareça a mais importante serva.
  • O seu equilíbrio é fruto do exemplo de seu amor próprio. Ela sabe que é amada por que sabe se amar primeiro. Ela não se dá ao luxo de esbanjar amor sem saber quem é e para que existe.
  • O seu equilíbrio é fruto da riqueza de seu amor ao próximo. Ela sabe que seu egoísmo pode deixá-la sozinha e isto é o que ela mais rejeita, a solidão. Ela sabe que a solidão é o prêmio dos egoístas.
  • O seu equilíbrio é fruto do produto de sua aplicação pessoal. Seu trabalho sempre é pago, de qualquer forma.
  • O seu equilíbrio é fruto do poder de seu aprendizado. Ela está sempre aprendendo para ensinar a outros. Ela sabe que pode ser útil mesmo sendo desconsiderada, preterida ou rejeitada. Ela segue seu aprendizado em qualquer circunstância.
  • O seu equilíbrio é fruto da descoberta contínua de sua aptidão. Ela é uma eterna bandeirante de sua própria vocação. Ela sempre esta descobrindo novos valores em si mesma para servir melhor no lugar dos insanos e injustos.
  • O seu equilíbrio é fruto da comunicação em amor de sua argumentação. Ela não grita jamais. Ela não se altera. Ela sabe o poder de uma lágrima e o poder do histerismo. Os dois se opõem.
  • O seu equilíbrio é fruto dos sonhos de sua aspiração. Ela sabe sonhar e lutar pela realização de seus ideais. Ela sabe o que fazer, embora pareça rebeldia ou vulgaridade, ela sabe o que fazer.
  • O seu equilíbrio é fruto da criatividade de sua astúcia. Ela sabe prender reis, sabe solapar inteligentes e fortes sem usar armas conhecidas.
  • O seu equilíbrio é fruto da surpresa de sua audácia. Ela sabe surpreender na hora certa. Ela sabe que tem poder nas suas mãos. Ela sabe guardar segredos para a hora certa.
  •  O seu equilíbrio é fruto da paz de sua autoridade. Seu silêncio é o seu maior poder. Pois está aos prantos com Deus…
  • O seu equilíbrio é fruto da glória e do resultado de sua bênção. Ela sabe abençoar mesmo na hora da ingratidão, ainda que seja na hora menos propícia. Ela sabe pagar o mal com o bem.
  • O seu equilíbrio é fruto dos princípios de sua benevolência. Seus atos de amor são profundamente comovedores e inspiradores de grande poemas e poesias, vidas e famílias. Demonstram a cada dia que Deus existe e existe em um ser humano.
  • O seu equilíbrio é fruto da abundância de seus bens. São frutos de sua semeadura em vida. É impossível que morra sem ter despejado suas riquezas em corações e lares, vidas e cidades.
  • O seu equilíbrio é fruto do poder de sua boca. Dela somente procede as saídas da vida. Ela é um só coração. Bênçãos poderosas saem de seus lábios.
  • O seu equilíbrio é fruto do arbítrio de seu bom senso. Ela sempre é justa. Seus conselhos nunca desrespeitam a justiça.
  • O seu equilíbrio é fruto das carícias de sua bondade. Ela sempre é esperada com amor pois sempre semeia o que é bom. Suas palavras são ouvidas e sempre é imitada.

COMO NÃO TE QUERER?

Trato não feito

“A mulher santifica o marido, e o marido santifica a mulher” (1 Co 7)

nada-separe-casal-sonhadorComo poderei aceitar tua proposta, ó incerteza?
Como poderei crer em ti ó dúvida cruel?
Como poderei deixar de amar, se já somos uma só carne?
Como poderei te abandonar se tens as minhas pernas e
Se eu fico imóvel sem ti?
Como poderei ir se és o meu destino?
Como poderei deixar de te amar?
É como se o Mar Vermelho estivesse aberto e eu desistisse de atravessá-lo,
Como se fecharia se tem ordem para triunfar sobre os carros de Faraó somente depois que chegássemos do outro lado?
Como Josué,
não sei como parar o sol, e se fosse possível,
então eu poderia dizer: Pára coração! deixarei de amar…
Como seria possível matar o que já está ressuscitado?

Como seria possível desejar as bolotas do suíno, depois de experimentar o bezerro cevado?
Como é possível comer ervas amargas depois de estar acostumado ao cordeiro?
Como voltar atrás, ao silêncio, depois do júbilo?
Como voltar ao átrio depois de morar no Santíssimo?
Se me santificas, como agora queres me deixar às mãos da impureza?
Como deixar de te amar?
O que antes para nós seria um pecado, agora é santidade.
Por que queres que nossas orações não sejam ouvidas?

Como queres que sobreviva sem teu amor? (Do meu livro Cartas e Poesias para Casais que se amam) Dr. Aldery Nelson Rocha www.lojadopregador.com.brwww.meujesus.com.br

“EM PECADO ME CONCEBEU A MINHA MÃE” – A VERDADE SOBRE ESTE TEXTO

Daqvi e betsheba

Iniqüidade é o estado de institucionalização do pecado ou da corrupção. O pecado de fornicação se institucionalizou na história de Israel desde os dias de Abraão até os dias de Davi. Por causa da aceitação deste ato hostil entre os hebreus, o pecado de fornicação foi se institucionalizando de forma assustadora, de tal forma que se tornou comum na família hebréia. Por causa disso, os espíritos familiares não hesitaram em implantar este pecado como uma cultura entre o povo. Mas essa prática jamais deixou de ser abominável a Deus e à sua Palavra. Os espíritos familiares não atuam geneticamente, mas através do tempo, como potestades do ar. Eles não morrem, razão pela qual têm informações privilegiadas de cada pessoa da terra (Is8:19). Eles não são hereditários, mas atuam, historicamente,por meio das potestades do ar. (1) Repetem circunstâncias negativas que os pais de uma raça viveram: assim como Abraão mentiu sobre sua esposa, Isaque também fez o mesmo. (2) Cobram juramentos e palavras ditas no mundo espiritual e não foram cobradas. Por exemplo, os irmãos de José disseram que se a taça de José fosse achada com um de seus irmãos, eles e seus filhos seriam escravos de Faraó. Centenas de anos depois, os filhos de Israel tornaram‐se escravos de Faraó. (3) Operam a morte pela base legal, que é concedida por meio das palavras proferidas sem temor, tal como Jacó falou a Labão a respeito do seu ídolo:“Certamente morrerá”. Assim, na ocasião do nascimento de Benjamin, a sua mulher amada, Raquel, morreu segundo a palavra de seu esposo. (4) Executam maldições ditas como foi o caso de Rebeca, que invocou maldições sobre si ao incitar Jacó a mentir para seu pai, Isaque. (5) Eles atuam na ilegalidade. Os porqueiros criavam porcos ilegalmente em Gadara,onde tinham liberdade para operar. (6) Eles atuam pela idolatria, como foi o caso de Mical. Quando Davi fugiu para livrar‐se de Saul, o qual queria matá‐lo, Mical colocou um ídolo na cama em lugar de Davi, para despistar o seu pai. Isso quer dizer que aquele ídolo estava ali no quarto, no meio de seu relacionamento matrimonial. Objetos, algumas situações, algumas fotos, determinados vídeos, todas as revistas pornográficas e coisas semelhantes são pontos de contatos para os espíritos familiares, os quais podem permanecer na cadeia familiar por muito tempo. (7) Procuram brechas para a libertinagem e atuam sobre as pessoas influenciadas pela vida libertina da cidade onde vivem. (8) Dão continuidade à maldição dos antepassados, como foi o caso de toda a descendência de Cão, que optou pela perversão. Toda a descendência dos cananeus estava sob a influência do espírito familiar da perversão. Embora esta não tenha sido a classificação dos pecados da família real de Judá, os espíritos familiares, porém, operaram a fornicação como a grande iniqüidade da qual Davi reclamou diante de Deus no Salmo 51:5: “Em iniqüidade fui formado”, isto é, sob a institucionalização da fornicação. Mas, como esta iniqüidade se estabeleceu na sua descendência?

1. Abraão casou‐se com uma irmã (Gn 20:12). Segundo a Palavra de Deus, estaria enquadrado no texto de Levítico 18:9.

2. Abraão não se importou em oferecer a sua mulher a outro homem (Gn 12:13; 20:2), por duas vezes, contanto que o seu ouro fosse poupado.

3. Labão entregou a sua filha à fornicação com Jacó, o qual a conheceu sem tê‐la recebido como sua esposa, pois esperava a outra, Raquel, que não lhe foi dada (Gn 29:21‐27).

4. Era comum entre as mulheres da mesma família trocar noites íntimas com o seu marido por presentes interessantes (Gn 30:16).

5. Inconscientemente, Ló cometeu incesto com as suas filhas, e isto contribuiu para a institucionalização da iniqüidade. Daquele incesto, surgiram Amon e Moabe, e, deste último, sairam parentes da família real, como, Roboão (1 Rs 14:21) e Rute (Rt 2:6), que será bisavó de Davi, o grande rei de Israel. Observe que havia uma ordenança quanto aos amonitas em Deuteronômio 23:3. E ela sempre foi desrespeitada pelos israelitas.

6. Judá cometeu fornicação inconsciente com Tamar, mas estava consciente de sua atitude ao procurá‐ la como sendo uma prostituta (Gn 38:15). Embora ela fosse a mulher de seu pacto, a mulher original de sua vida, ele acabou cometendo fornicação com ela. Mas, segundo o propósito de Deus, ela era a mulher de seu pacto (Ml 2:11,14). Mas Judá a desprezou, passando a sua responsabilidade para seus filhos meio cananeus (Gn 38:6‐14), que não quiseram dar‐lhe descendência. Eles não tinham idéia de que a semente da mulher estava diante deles (Gn 3.15). Ainda assim, não tinham sangue puro para serem ascendência do Messias.

7. Raabe era uma prostituta e casou‐ se com Salmon, união da qual nasceu Obede. 7. Obede cometeu, inconscientemente, incesto com Rute na caverna da eira, a qual foi aconselhada por Noemi, com o fim de forçar Boaz a assumi‐la como seu remidor (RT 3:1‐9). O ato de “descobrir os pés”, descrito de forma honesta e tradicional, significava, biblicamente e nos dias antigos, o mesmo que ter relação íntima. Em toda a Bíblia, a intimidade é mencionada classicamente desta forma: (1) O ato de depilar as partes íntimas do homem era dito da seguinte maneira: “Naquele dia, o Senhor depilará (…) os cabelos dos pés, totalmente os tirará”, referindo‐ se às partes da vergonha. Algumas versões já traduziram como encontra‐ se registrado nos originais mais antigos (Is 7:20). (2) O ato do homem preparar‐se para a relação íntima era descrito assim: “Já despi as minhas vestes; como as tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?”, referindo‐se à higiene do homem diante de sua esposa (Ct 5:3). (3) O ato de uma mulher investir, a fim de conseguir selar um propósito com o ato sexual, era dito assim: “Lava‐te e unge‐te, e veste as tuas vestes, e desce à eira; não te dê a conhecer ao homem, até que ele haja acabado de comer e beber” (Rt 3:3; Ct 5:1). E: “há de ser que, quando ele se deitar, notarás o lugar em que se deitar; então, entra, e descobrir‐lhe‐ás os pés, e te deitarás”. Boaz estava bêbado, e Rute, como boa descendente de sua matriarca de Moabe, a filha de Ló, que havia feito o mesmo com o seu pai, agora está agindo de forma semelhante.

O ataque dos espíritos familiares na família de Davi.

Mesmo depois de todos os acontecimentos que demonstravam o desejo dos hebreus de se verem livres do poder da iniqüidade da fornicação, sempre havia uma surpresa que os desanimava. Agora, com todo este currículo de iniqüidade, Davi exclama: “Fui formado em iniqüidade”.Afinal, descobre a verdade de seu nascimento: “Em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl 51:5). Embora este texto tenha sido explicado na História como sendo uma sina humana ou seja, o “pecado original”, pelos pais da Igreja, em realidade não passa de uma conjectura, porque, na verdade, não existe pecado original. Nenhum texto da Bíblia apóia tal doutrina católica, a qual os protestantes, sem uma avaliação, acabaram herdando daquela teologia. Na verdade, Davi estava falando de sua situação pessoal,da sua afronta e da afronta de sua pequena família, que vivia em uma tenda campal separada da casa de Jessé. Não se referia ao pecado de Adão, pelo qual toda a raça humana foi condenada à morte (Rm 5:14). Pois, se assim fosse, a relação íntima entre marido e mulher seria considerada impura e pecaminosa, quando, de fato, é um ato santo e,também,de santificação (1Co 7:14). Hoje, inclusive, alguns crêem e defendem veementemente que a relação conjugal é um grave pecado. Mas, o que nos chama a atenção é que, geralmente, os tais defensores têm tantos filhos quanto Jacó! Esta saga de Satanás em querer manchar a honra da família real é uma longa história. O próprio Davi foi acusado por Saul de perverso; Saul chamou o seu próprio filho de filho da perversa (1 Sm 20:30), referindo‐se à pura amizade entre Davi e Jônatas. A tradição judaica trata de costurar muitas situações a fim de esconder a verdade, mas a Bíblia a contradiz sempre. Vejamos: a enciclopédia judaica está cheia de erros. Por exemplo, ela diz que Zorobabel é o mesmo Neemias, quando a Bíblia diz, categoricamente, que não (Ed 2:2). A tradição judaica ensina que a maldição de Jeconias foi cancelada antes da vinda do Messias, mas a Bíblia diz que não, pois, até hoje, nenhum rei assentou no trono, nem se assentará, até que venha o Cristo (Ez 43:4,5), porque ele, por ser filho de Natã, será herdeiro direto de Davi, sem mancha, sem corrupções anteriores registradas na vida dos reis descendentes de Salomão. E, como pela linhagem de Natã ninguém foi rei, a não ser a fonte que é Davi, o Messias seria herdeiro e sucessor direto de Davi. Os rabinos defensores da tradição judaica dizem que o Messias deveria ser filho direto de Salomão, mas a Bíblia diz que ele deveria ser filho direto de Natã, outro filho desprezado de Davi. E, assim, a tradição judaica ainda continua invalidando a Palavra de Deus, como Jesus denunciou nos seus dias!

O origem de tudo.

Lendo o texto de 2 Samuel 17:25:“E Absalão colocou Amasa (“fardo”) à frente de seu exército, no lugar de Joabe. E Amasa era filho de um homem chamado Itra (“abundância”), israelita, que se chegou a Abigail, filha de Naás (“serpente”), irmã de Zeruia, mãe de Joabe” (2 Sm 19:13; 20:9‐12). O destino de Amasa está sendo confirmado. Aqui, chegamos a conhecer quem era a mãe de Davi: Naás. Davi tinha duas irmãs: Abigail e Zeruia. Abigail foi mãe de Amasa e Joabe era filho de Zeruia, uma mulher de caráter forte, grande influenciadora de seus tres filhos: Abisai, Joabe e Asael (1 Cr 2:16). Davi suportava os filhos de sua irmã Zeruia, pois eram um mal necessário. Embora fossem seus sobrinhos, Davi não os considerava parentes (2 Sm 19:22).Mas Davi amava o filho de sua irmã Abigail (2 Sm 19:13), e a ambos, mãe e filho, considerava de fato seus parentes sanguíneos: carne da mesma carne e osso dos seus ossos. Sabemos, pelo texto abaixo que Naás era mãe de Davi, e Zeruia e Abigail suas irmãs por parte de mãe. Davi, com isso, era filho de Jessé com Naás.Esta era a razão pela qual Davi vivia isolado com a sua mãe em uma pequena tenda no campo, onde: (1) Era considerado vil (Sl 69:19) e como pastor de umas poucas ovelhas, foi acusado indiretamente de fracassado por seu irmão mais velho (1 Sm 17:28). (2) Seus irmãos o abandonaram no lodo (Sl 69:2). (3) Foi deixado no deserto, desesperado (Sl 69:3). (4) Foi odiado sem razão muitas vezes (Sl 69:4). (5) Seus irmãos eram seus inimigos gratuitamente (Sl 69:4c). (6) Vivia sob grande afronta e vergonha por causa da situação civil de sua mãe (Sl 69:19; Sl 51:5). Mas sua mãe era uma mulher forte e o ensinou a vencer os desafios da vida. (7) Era considerado estrangeiro por seus irmãos (Sl 69:8). (8) Sua pequena família amava o culto e a casa de Deus (Sl 69:9). (9) Passou fome (Sl 69:10). (10) Era objeto de escárnio de seus irmãos (Sl 69:11). Um de seus irmãos era o principal autor desses escárnios; por isso o tal perdeu o seu lugar na lista dos filhos de Jessé e o seu nome foi borrado e Davi tomou o seu lugar, conforme a profecia dita a Rute, mas que se cumpriu em Davi (Sl 69:28; Rt 4:14,15): “…Melhor do que sete filhos”, era o oitavo filho de Jessé (1 Sm 16:6‐10; 1 Cr 2:15). (11) Era motivo de fofocas (Sl 69:13) e tema das canções dos bêbados. (12) Sabia qual era a sua grande afronta, por ser um filho ilegítimo (Sl 51:5; Sl 69:19). (13) Era odiado pelos seus irmãos, que zombavam dele (Sl 69:21). (14) Chamado de presunçoso, maldoso e bisbilhoteiro (1 Sm 17:28). (15) Era acusado sem saber porquê (1 Sm 17:29).

Por que Davi era tão odiado?

Seu pai, Obede, tendo considerado toda a trajetória da sua família, percebendo a iniqüidade em que todos estavam envolvidos, considerando a promessa da Semente da mulher (Gn 3:15), entendeu que nenhum de seus filhos poderia ser um instrumento para a descendência do Messias. Sendo de Belém de Judá, crente nas profecias, sentia o encargo e o peso da sua responsabilidade presente. Lembre‐se de que Satanás vem trabalhando pessoalmente para destruir a semente da mulher (Ap 12:4). Ele investiu contra todos os primogênitos, contra todos os filhos varões de Israel no Egito, mas cometeu um erro grave: deixou vivas as mulheres (Gn 3:15). Ele raramente se importava com elas. Atacava os varões e deixava livres as mulheres, e nelas residia o segredo! Nos dias de Jessé, ele resolveu mudar de tática: investiu em Naás. Seu nome significa “serpente”. Morava ali, na casa de Jessé.Era um serva, provavelmente, cananéia, logo, fora do pacto (Lv 25:55). Então, dali veio o ataque da “serpente”. Em meio a tantos problemas relacionados à fornicação e pecados de ordem sexual, sob o poder da iniqüidade que reinava naquela semente, Davi nasceu como fruto de uma relação conjugal contratada, como aconteceu com Léia e Raquel (Gn 30:12‐16), Sara e Agar (Gn 16:2). Naás, ficou grávida de Davi da mesma forma como Léia ficou de Issacar. A tradição judaica diz que Naás era uma das servas de Jessé, assim como Bila e outras eram servas de Jacó. O acontecimento causou tanta dor e agonia em todos, que Jessé acabou providenciando uma pequena tenda à parte no campo, onde, com alguns animais e poucas ovelhas, aquela pequena família viveu. Uma outra Léia levantou‐se, mas em Belém de Judá, Naás. Depois, nasceram outras duas filhas: Zeruia e Abigail, as quais serão mães dos maiores generais da história de Israel: Amasa, Joabe, Abisai e Asael, todos sobrinhos de Davi (2 Sm 17:25).

A aparência de Davi coma sua mãe revoltava os seus sete irmãos, que zombavam dele constantemente, fazendo‐lhe maldades das mais cruéis, desejando a sua morte a pontode o abandonarem entre os ursos e os leões daquelas paragens; e também em charcos, em lamaçais e em aguaceiros. Dando‐lhe veneno. Sua vida foi cruel no meio de seus irmãos. Jessé o detinha ali, um pouco longe deles, mas era em vão. Naquela tenda pastoril, criado pela sua mãe, ele aprendeu a tocar harpa, a arte da guerra, a acertar alvos com pedras, a arte da funda, e os segredos da noite no meio de seu pequeno rebanho, atração dos leões ferozes da região. Ruivo como a sua mãe, de belo parecer, sisudo em palavras, valente, cheio de ânimo, varão de guerra e, acima de tudo, o Senhor era com ele (1 Sm 16:18).Por todas estas coisas maravilhosas inspirava inveja de todos os seus irmãos. Ele jamais havia comido na mesa da casa de seu pai. Jamais havia assentado‐se no meio de seus irmãos. Era uma utopia pensar que um dia seria diferente.

Dias antes do grande acontecimento, Saul estava agindo de maneira muito estranha. Sendo de Benjamin, teve a oportunidade de dar início ao Reino de Israel, segundo o mandato de Deus, para justificar a entrada definitiva de Judá, por causa de seu fracasso. Isto é, Benjamin poderia alegar que jamais teve a oportunidade. Deus sabe o que faz. Com o fracasso de Benjamin, Judá estava livre para entrar. Com a desobediência de Saul, Deus manda Samuel sacrificar em Belém e, para não perder viagem, de uma vez ungir o próximo rei de Israel, sendo que o tal deveria ser da casa de Jessé. Quando Samuel chegou a Belém, procurou por Jessé. Não foi tão difícil chegar até ele. Como ancião em Belém, conhecidíssimo líder de sua cidade, preocupou‐se juntamente com os seus colegas anciãos com o motivo da vinda do profeta àquela região. Algum pecado? Algo a revelar? Lembre‐se, que Davi era o segredo bem escondido de Jessé. Mas tudo aquilo que os homens mais escondem, torna‐se mais bem conhecido publicamente. Quando

A luz debaixo do alqueire

Jesus disse que uma luz não poderia ser escondida sob o alqueire, mas, sim, colocada no candeeiro, não se referia a algum pecado oculto, como parece, mas à luz, à revelação, a um sonho, a um propósito que os homens queiram esconder. Mas não será possível, pois a luz se revelará e deverá ser levantada. Quem tem revelação, quem tem vocação, quem tem ministério, não poderá ser escondido, nem que ele mesmo o queira.

Na presença de todos os anciãos de Belém, Samuel chega à casa do homem mais rico de Belém, o herdeiro de Boaz. Suas fazendas haviam crescido e o seu nome era considerado em toda a nação. Dias antes, Davi havia composto o mais lindo de seus salmos, em uma noite fria, contemplando umas das suas poucas ovelhas. Ao toque de sua pequena e velha harpa, ele dedilhava e cantava suavemente:“O Senhor é o meu Pastor e não me faltará” – lembrava de sua grande responsabilidade de alimentar aquelas ovelhas, e sabia que era uma ovelha do seu curral; “deitar‐me faz em verdes pastos” – ele considerava os melhores e prósperos lugares por onde deveria andar; “mansamente me guiará em águas tranqüilas. Refrigera a minha alma” – ele sabia da importância das águas límpidas das exigentes ovelhas que não bebem águas turvas nem contaminadas; “guia‐me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” – ele compreende o anelo de jamais pastorear aquelas ovelhas com o fruto de engano. “Ainda que eu andasse pelo vale da sobre da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo” – ele lembra‐se de todos os momentos em que ele e suas ovelhas estiveram em apuros diante das feras, dos penhascos, dos perigos, das tempestades sem jamais perecer; “a tua vara e o teu cajado me consolam” – ele traz à memória os momentos de disciplina pela vara e dos momentos de acolhimento pelo carinho da vara e do cajado. Mas, quando chegou a esta parte, ele não podia compreender bem:“Preparas uma mesa perante mim, na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda”. Ele parou para meditar nesta frase. Não sabia que era profética. Tentou eliminá‐la. Mas não lhe foi permitido.Então, continuou a cantar sob grande inspiração: “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida” – e relembrava todos os favores de Deus e dos grandes livramentos que teve das feras, nas circunstâncias, das armadilhas de seus irmãos, do abandono e, especialmente, do urso e do leão. Sabia, então, que tudo era fruto de grande bondade e de grande misericórdia; “e habitarei na Casa do Senhor por longos dias” – esta era a sua crise; pois, como judeu de Belém, não era possível. Não era levita. “Será que algum dia se cumpriria, meu Deus?” (Sl 42, 43). Passou dias cantando e tocando aquela canção, até que, enfim, chegaram as carruagens de Samuel e de toda a sua equipe. A grande fazenda foi invadida pelos príncipes do povo e pelos magistrados. Samuel conversou a sós com Jessé, que consente em santificar os seus filhos. Jessé não rejeitou pagar os valores da santificação, como era comum (Lv 27:1‐12). Seus sete filhos foram santificados, menos Davi pois não tinha o estatus de filho. Ele não pode presenciar nenhum daqueles movimentos. Sacrifícios foram oferecidos, e a sua casa tornou‐se um tabernáculo. Ele daria tudo para ver tudo aquilo que foi negado aos seus olhos. As cozinheiras corriam, os servos preparavam a grande mesa. No seu aposento, Samuel preparou o chifre com azeite genuíno, especial para ungir o novo rei. Jessé saiu pelos quartos falando forte com todos os sete filhos, um por um: “Arrumem‐se! Hoje é um dia especial”.Mas, lá no campo, Davi, alimentava as ovelhas e sussurrava aquela parte da canção, indagando o que seria: “Preparas uma mesaperante mim, na presença de meus…”. Sem que ninguém tivesse conhecimento da intenção divina nem do profeta, Samuel, depois de santificá‐los, os convida à festa que começa. Assim, Samuel inicia a cerimônia, chamando o primogênito de Jessé. Ele vem: alto, forte e de bela aparência. Samuel pensa ser aquele. Mas Deus o repreende e ordena‐lhe que veja mais fundo: no coração. Um por um, passaram todos os filhos: o belo, o forte, o corajoso, o intelectual, o zombador, o obediente, o desobediente, enfim, todos! Olhando ao coração, bem no interior do espírito, fato comum ao profeta, nenhum deles foi aprovado. Deus não escolheu nenhum deles. Samuel percebeu logo que algo estava errado. Como profeta, sabia que a família estava dividida. Mas não entrou em detalhes e perguntou: “Há mais algum mancebo?”.Não perguntou se havia filhos. Perguntou se havia mancebos, pois a sabedoria dizia que Davi não tinha estatus de filho. Jessé não esperava aquela pergunta. Mas respondeu: “O menor, ele está cuidando das ovelhas”. Samuel pediu que o trouxessem, pois não se assentariam à mesa até que ele chegasse ali. O menino ruivo que era valente não poderia ser escondido debaixo do “alqueire”; chegou a hora de sair do curral para o altar. Jessé consente e ordena que corram e o tragam! Rapidamente, a sua pequena tenda está cheia de gente. Davi é procurado; rapidamente o acharam e, de súbito, o banharam e trocaram a sua roupa por outras limpas. Sua mãe percebe tudo aquilo e começa a chorar. Não havia roupa especial para ele. Na sua concepção, ele jamais usaria uma roupa festiva. Então, vestido como um pastorzinho, o levaram. Na casa, Jessé rapidamente ordenara que colocassem mais um prato na mesa. Arredaram as cadeiras. Apertaram duas delas, um pouco mais. Os rapazes se entreolhavam, até que ele chegou rodeado de gente da fazenda. Jessé reclamava por causa de sua roupa. Samuel não se importou. Mas, enquanto o profeta pensava, Deus o despertou: “Eis aí o rei. Unge‐o!”. O azeite cairá sobre a sua cabeça, e levará vinte e oito anos para chegar às orlas de seus vestidos (Sl 133). Até lá, o azeite silenciosamente desceria competindo com o tempo do amadurecimento de sua personalidade. Rodeado por todos, Samuel dá o aviso que irá ungi‐lo. Toma o chifre e o ordena rei. O Espírito Santo se transfere do templo e do cálice. Uma poça de azeite fica no chão.As mulheres correm para limpá‐ lo, entre elas, a sua mãe que, no seu coração, jubila, dizendo que um dia seu filho seria honrado em Israel. Mas os seus irmãos nãoentendiam nada daquilo que viam. Eram meros soldados e jamais pensaram que seriam capitães sob o comando de seu irmão menor, o futuro rei. A seguir, eles assentaram‐se à mesa. Davi não sabia como comportar‐se ali. Lembrou dos pequenos avisos ameaçadores de mãe. Com as “asas” apertadas, seus irmãos o encaravam; ele baixava os olhos,mas por dentro dizia, cheio de gozo: “Preparas uma mesa perante mim, ma presença de meus angustiadores; unges a minha cabeça com óleo, e o meu coração dispara!” (Sl 118:22). Davi, o menino rejeitado, escondido dos olhos de todos, agora, torna‐se pedra fundamental de sua nação. A partir daqui, muitas situações adversas passaram sobre ele, mas a unção o ajudou a triunfar. Não somente triunfará sobre todas as dificuldades, como também registrará nos seus salmos, em suas preciosas orações, como confiar em Deus em meio a tamanhas circunstâncias adversas, a fim de consolar a todos aqueles que trilharem pelo mesmo caminho. Nos seus salmos, encontramos: (1) força que enfrenta corajosamente os seus adversários; (2) que mesmo tendo nascido sob circunstâncias moralmente vergonhosas, pela nossa vossa vocação podemos valorizar a nossa própria dignidade, abstendo‐nos dos pecados de nossos pais; (3) que podemos silenciosamente triunfar diante das mais graves dificuldades; (4) que podemos lutar bravamente como guerreiros de Deus que têm sobre si uma missão nacional; (5) que podemos confiar abertamente na justiça e na misericórdia daquele que nos chamou; (6) que jamais sucumbiremos sob os desafios de nossa vida se tivermos memoriais e exemplos a seguir; (7) que podemos ser consolados pelas palavras de alentos do Senhor; (8) que, dependendo de nossa fé e de nossa convicção, poderemos avançar sem medo. O senhor seja louvado! (DR. ALDERY NELSON ROCHA, BÍBLIA REVELADA ALOHA, SALMO 51) WWW.MEUJESUS.COM.BR

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SEGREDOS DA CEIA DO SENHOR QUE POUCOS SABEM – RESTAURANDO A CEIA DO SENHOR NO BRASIL

A Ceia do Senhor

Toda a paixão e morte de Cristo foi basicamente profetizada em Êxodo 12. Lendo a respeito das leis da Páscoa, entendemos melhor o sacrifício de Cristo. A mensagem da paixão de Cristo e da Ceia do Senhor é tipificada pela Páscoa. O Senhor falou a Moisés e a Arão. Deus não falou somente a Arão, mas a Arão e a Moisés. A mensagem da instituição  da Ceia do Senhor requer unidade ministerial, entre a parte coberta e a sua cobertura. Assim como a Páscoa, a Ceia do Senhor deve reunir todo o corpo de ministério; Arão e Moisés devem estar presentes. A Ceia do Senhor lembra o principio da Vida em Cristo. É princípio dos meses. Fala do novo início que temos quando temos comunhão na mesa do Senhor. O que fica para trás e foi perdoado não pode ser considerado. É princípio do mês e princípio do ano. Assim como a Páscoa, a Ceia do Senhor é um marco de um novo princípio em Cristo, o Cordeiro pascal. Assim como na Páscoa, cada um deve tomar o seu cordeiro por que é uma mensagem que conduz a uma experiência própria. A salvação é uma experiência pessoal, e cada um deve tomar para si o Cordeiro. Assim como a Páscoa,  a experiência do único cordeiro alcançava toda a família. Um cordeiro para cada família. A necessidade de evangelismo é notada quando a família é pequena demais para um cordeiro, conforme o número de almas. Deve-se tomar um cordeiro e considerar o vizinho: Isto é evangelismo. O Cordeiro sempre será grande demais para uma família. Conforme a capacidade de comer de cada um, devia-se fazer a conta para o cordeiro. A esperança é tomar em conta, é fazer a conta, é incluir o vizinho. Se cada igreja sempre tomasse em conta a grandeza do Cordeiro, teríamos mais almas saindo do Egito com ela. Quem é o Cordeiro? É  Cristo. Seria sem defeito, sem pecado. Seu sangue deveria ser aceito. Macho de um ano tomado das ovelhas e das cabras. Tem história, é semente da mulher (Gn 3:15). Não é segundo a vontade da carne, nem do varão. Ele será tomado e será guardado. Ele fica no santuário, é prometido, é dedicado, é profetizado, é esperado. Cinco dias à espera para ser apresentado até que toda a assembléia o oferece. Ele é oferecido por todos, não por um só.

A assembléia tem que estar presente, tem que aceitar o seu sacrifício. Será apresentado à tarde quando o Senhor vem o Senhor visitar o seu Jardim, na hora do sacrifício. Na tarde o sol se põe, e vai-se com ela a vida de hoje. Ele vem na viração do dia; tipo da morte de Cristo que morreu à tarde. Com ele foram os nossos pecados.  Não basta ter o Cordeiro, deve-se ter o sangue. Não basta matar o cordeiro e termos o sangue, devemos marcar a porta com o seu sangue. Os umbrais devem ser marcados. Assim como a Páscoa, a  Ceia do Senhor é um dia para marcar-se os corações com o sangue do Cordeiro de Deus para que o anjo do mal não tenha acesso àquilo que é mais importante para nós. O Sangue deve ficar nos umbrais da casa onde se come o Cordeiro. A congregação, onde se come o Cordeiro, deve ter a marca do sangue, e onde houver a marca do sangue não haverá morte. A carne do Cordeiro deve passar pelo fogo direto. Não pode ser cozido, pois a água é um amortecedor e o seu sofrimento evapora, não faz humo: nosso sacrifico não é vapor, não é suor humano, tem que ser queimado em cheiro suave, não é vapor; é um holocausto, não é um guisado. O Cordeiro cozido é para ser lamentado, o Cordeiro queimado é para ser elevado, não fica nada dele a não ser a cinza. Pães ázimos são aqueles que falam da falta de fermento, fala da integridade de nosso sacrifício e de nossa liberdade, não é conveniente, é real. Não cresce por nossas mentiras, mas são e existem pela nossa realidade. As ervas amargosas falam do memorial do sacrifício passado nas mãos de Faraó.

 O cordeiro não deverá ser comigo cru. O Cordeiro no altar sem fogo cheira mal, é atitude de pena, de comiseração, de justificações, é sacrifício de Caim, oferecido quando ele quis. O Cordeiro cru é o cordeiro comido por germes, pela corrupção, mas ele não foi tocado sequer pela corrupção (Atos 2:). O Cordeiro não dever ser oferecido cozido. Quando é cozido, permanece. Continua ali, à minha disposição. O cozido é para o homem, mas o holocausto é para Deus. Não fique cozinhando o seu cordeiro, fazendo vapor, lamentando se o oferece ou não. Vença esta luta e ofereça-o. O nosso sacrifico não é vapor, não é suor humano, tem que ser queimado em cheiro suave, não é vapor; é um holocausto, não é um guisado. O Cordeiro cozido será lamentado, mas o Cordeiro queimado será elevado, e nada ficará dele a não ser a cinza. Não podemos comer o  cordeiro cru. Ele deve ser oferecido inteiro. O Cordeiro cru oferecido com pena, sem fogo, sem sacrifício, tipificam as nossas reclamações, indagações e rebeliões. Quem oferece o cordeiro cru tem pena de sacrificá-lo. Cabeça, pernas e fressura falam da integridade do sacrifício, não é uma parte do sacrifico, mas o sacrifício é inteiro. A mente não está independente da obediência (pernas) e nem a obediência pode ser completa até que aquele que oferece o sacrifício sinta nas suas entranhas que o seu culto é completo. Arimatéria pediu e Pilatos liberou o corpo do Cordeiro para ser sepultado.

 Ele não poderia ficar ali na cruz. Sepultamento é preparação para a ressurreição. O décimo quinto dia é o dia de comer o cordeiro. O décimo sétimo dia é dia de sepultamento. O que fica para outro dia tem que ser sepultado, não pode ser comido. Tipifica o Cristo sendo tirado da cruz para ser queimado no sepultamento. Dedique-o completamente para Deus. Como devemos comer o Cordeiro? Em guerra e com os lombos cingidos, lutando contra o mal. Preparado, com sapatos nos pés. Não podemos caminhas sem preparo. Pés calçados representam independência. É sair do Egito preparado. Cajado na mão é uma postura pastoral. Sair do Egito pastoreando nossa família e nossos bens. Não pode ficar nada no Egito. Devemos comer com pressa. Não podemos ficar adiando a nossa decisão pela santidade em Cristo e deixando de participar da Ceia do Senhor do Senhor.

 A páscoa do Senhor é comer com pressa, preparado, cingido e profissionalmente funcionando. Ele não pede que deixemos o cajado para sair do Egito, mas pede que saiamos do Egito e levemos o nosso cajado profissional. Ter o Cordeiro (ter Jesus desde o nascimento) não os salvaria do anjo da morte; matar o cordeiro (ir à congregação todos os domingos e participar da comunhão) não os salvaria da morte; derramar o sangue do cordeiro (batizados e ainda sendo filhos de pais cristãos) não os salvaria da morte, era necessário marcar os umbrais (o coração) da porta com o sangue do Cordeiro. Marcar os umbrais significa dar testemunho público de que somos da família dos redimidos pelo Sangue precioso do Cordeiro de Deus que é a nossa Páscoa. O objetivo da ira de Deus são os deuses do Egito. O Sangue é a cobertura que nos livra desta ira. Os primogênitos estariam no mesmo nível dos deuses. Eles eram tidos como deuses para seus pais e estavam nivelados diante de Deus como se fossem deuses. Aquilo que toma a maior parte de nosso tempo, isso é o nosso deus. Deus enviará a sua ira contra daquilo. Os primogênitos significam a continuidade de nossos planos, descendência, herança e propósitos. Sem o sangue nos umbrais eles morrerão. O Sangue os guardou até no deserto. O Senhor não disse que passaria pela porta, mas que passaria por cima. Deus passa por cima da casa. O ato de Deus passar por cima é o mais importante, porque deixa uma cobertura sobre a casa. Deus passa por cima porque há um sinal na porta. O ato de Deus passar por cima é o sinal de perdão, de expiação, de tolerância, de cobertura e de indicação que esta casa está marcada pelo sangue e pela fé. Não haverá praga destruidora entre nós. Entre nós não haverá praga. O resultado do poder do sangue nos umbrais da porta será visto em suas gerações. Dali adiante eles receberiam o resultado do ato de sua fé no sangue do cordeiro.

 Assim como a Páscoa, a festa da Ceia do Senhor é um memorial e uma festa. Festa se celebra, funeral se lamenta. Devemos entender bem que a Ceia do Senhor é uma celebração. O estatuto perpétuo não é matar o cordeiro, é lembrar que o sangue foi posto uma vez para sempre nos umbrais das casas. Um tipo do sacrifício na cruz e da Ceia do Senhor que ficou no lugar dos holocaustos. Ao participarmos da Ceia do Senhor, participamos de um memorial do sacrifício de Cristo. Aquilo que os profetas e sacerdotes ministravam diante de um altar crendo que Cristo viria e morreria na cruz,  era um tipo para nós, os que vivemos na graça e olhamos para trás, pois assim entendemos que Cristo morreu na cruz. E isto é possível através da Ceia do Senhor. A festa durava sete dias.

 A festa não era somente no dia sétimo. Era um jejum de delícias. Ele não proibiu comer pão fermentado. Mas nos ofereceu uma escolha entre o pão levedado e o pão sem levedura. Amar a Deus é um escolha entre o prazer e a dedicação. Mas o maior jejum é o jejum do pecado. A levedura aqui é um perfeito tipo do pecado de rebelião; não falamos da levedura em si, mas o ato de comer quando todos se abstêm. A rebelião nos amputa do corpo. A rebelião elimina os nossos privilégios no corpo. O único trabalho aceito é aquele que se relaciona à comida que temos que comer. Nosso único trabalho é o nosso memorial na Ceia do Senhor. O sacrifício foi feito por Cristo. Nosso único trabalho é aquele que se relaciona a nosso culto. Ele faz questão de dizer que até o vigésimo primeiro dia deveriam comer do pão sem levedura. O número 21 indica libertação dos anjos de Deus nas regiões celestes (Dn 10:5-21). Foi no vigésimo primeiro dia que o anjo veio trazer a resposta à oração de Daniel. Tudo aquilo envolvia batalha espiritual. O vigésimo primeiro dia é dia de liberação. Deus não trata o seu povo como um bando de animais, ou uma multidão de povos sem sentido, Deus trata a seu povo como a exércitos. Não trata como a um exército, mas como exércitos, no plural. As várias tribos têm sua diversidades. Ele respeita esta diversidade. Ele indica também que para enfrentar o deserto de nossa vida e a conquista de Canaã, deveremos ser exércitos.

 O fermento não deveria estar nas casas nos dias da festa. Tudo aquilo que atrai a nossa rebelião deve ser tirado de nosso alcance. O membro e o estranho não devem ser tratados de igual maneira. Nossa tolerância é zero quanto aquilo que poderá servir como munição para rebelião. A rebelião aqui é comer pão levedado quando todos comem pão ázimos. Ele é enfático: “Nenhuma coisa”, para não deixar brecha para uma justificativa rebelde. O trabalho e a responsabilidade da Ceia do Senhor deverá estar a cargo dos anciãos dos exércitos. Os anciãos deverão conhecer suas famílias, pois os cordeiros deverão ser trazidos de acordo a cada família. O Ceia do Senhor é uma reunião de famílias. É uma celebração de famílias diante do altar do Senhor. A festa é por causa de uma marca em dois umbrais, a mãe o pai de família. O Antigo e o Novo Testamentos estão marcados e alcançados pelo poder do sacrifício de Cristo (Rm 4). O hissopo é símbolo da natureza, da criatura que geme com dores de parto, esperando a redenção, fazendo parte dela. A marca do sangue na mesa não garante uma saída rápida do interior da casa. Você tem que ficar na casa. O amanhecer glorioso nos libera da esperança. A esperança não significará nada mais para nós quando amanhecer a Estrela da Manhã. O objetivo divino é ferir os egípcios  e não o seu povo. Mas aquele que não tem a marca é igual a um egípcio, ainda que seja seu povo. A marca é uma cidadania. O sangue deveria estar na verga e nos dois umbrais. O sangue cobre, e o sangue fortalece e sustenta. O sangue está no Céu e nos dois pactos que Deus fez com os homens. O sangue na Ceia do Senhor fala do lado direito do umbral, o novo pacto de seu sangue.

 A Ceia do Senhor é um memorial superior e será ministrada na Nova Jerusalém (Mt 26:24-26). Canaã terrena é tipo da Canaã celestial por que a Nova Jerusalém será estabelecida nas regiões celestiais aonde, hoje, Satanás habita. É uma terra de conquista (Ef 6:10-12). Até que Miguel e seus anjos batalhem contra Satanás e a Nova Jerusalém seja estabelecida, haverá batalha pela sua conquista. Então, até em Canaã Celestial este culto será estatuto perpétuo. Jesus fez um voto que não beberia de novo do fruto da vide até aquele dia em que o beberia, novo, no Reino de seu Pai. Ele está em jejum da Ceia do Senhor por quase 2000 anos. Naquele dia, ele entregará o seu jejum diante de sua noiva. A Ceia do Senhor é um culto diante de Deus com os nossos filhos presentes. Os nossos filhos terão interesse em saber o que é isto. A nossa páscoa (Ceia do Senhor) foi o sacrifício que permitiu que Deus passasse sobre as casas quando estávamos no Egito. Assim como a Páscoa (a Ceia do Senhor)  é inclinar-se e adorar. A páscoa (a Ceia do Senhor)  é libertação do poder do Egito. A Ceia do Senhor é obediência primeiramente dos líderes. Conheci igrejas que estavam a anos sem realizar a santa convocação da Ceia do Senhor. À meia noite é o fim dos limites de domínio da escravidão do inimigo. Nem o reino, nem a indigência evitaram a morte dos primogênitos; nem a realeza, nem a pobreza. Somente o sangue é maior que toda honraria e toda miséria. Todos os animais primogênitos dentre os filhos de Israel estavam a salvo por causa do sangue nos umbrais das portas, o sangue nos testamentos. Na casa dos filhos de Israel também havia morto: Um cordeiro. (BÍBLIA REVELADA ALPHA – VT – DR ALDERY NELSON, FOTO VISÃO DO TRONO – FLORIPA)

A COVARDIA DE SATANÁS

 

A DERROTA DE FARAÓ

Faraó é covarde, ele somente declara sua derrota às escondidas, de noite. Faraó chama o seu povo de povo, Deus chama a seu povo de  “exércitos”. Chegará o dia que o próprio Satanás dirá que saiamos de seus domínios para que sirvamos ao Senhor. Escravidão supervisionada e permitida por Deus é paga. Nossos bens também devem sair do Egito. Não há como voltar depois. Faraó também deu ofertas ao povo. (DR. ALDERY NELSON ROCHA, FOTO CHRIS DURÁN)

 

Nova Vida

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Nova vida não é possível sem Novo Nascimento. Quem não nascer de novo, isto é, e permitir que o Espírito Santo nasça no seu espírito humano nunca experimentará a vida eterna, pois esta vida vem através da Salvação em Cristo, a qual autoriza da vinda do Espírito Santo em seu espírito humano. O espírito humano então será aperfeiçoado, e é isto que o autor aos Hebreus proclama quando fala dos “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12:22-14). O angelscamp.org espírito humano aperfeiçoado é aquele que teve uma experiência de regeneração mediante a vida do Espírito Santo nele. O espírito humano é o livro da vida (não confundir com o Livro da Vida do Cordeiro) humana onde todas as coisas terrena nele são registradas, especialmente no coração, a sede do espírito humano. Então, o ímpio terá o seu espírito humano como livro da vida funcionando, mas o mesmo não será aperfeiçoado porque não nasceu de novo. (Dr. Aldery Nelson Rocha, Bíblia Revelada, Alpha, VT)

Ciclo dos sete anos

ciclo dos sete anosNossas vidas giram em torno dez ciclos de sete anos. A cada ciclo algum detalhe muda. Todos os homens vivem vários ciclos diferentes. A cada sete anos nossa vida muda em algum ponto. Devemos conhecer em que ciclo estamos para não cometermos erros.

O violador

O Violador

(Este é o segundo capítulo mais especial deste livro. Resolvi escrevê-lo em forma de sermão expositivo para ajudar aos líderes cristãos no estudo deste assunto tão vasto).

Quero abordar um dos temas mais complexos e profundos desta série. Ao mesmo tempo, ao tratar desse assunto importantíssimo, não quero comentar sobre este tema somente com o mesmo sentido que tem sido abordado antes, a violência sexual unicamente. No meu entender o violador sexual e o violador sentimental podem conseguir um matrimônio, podem casar-se e ter esposa contra a qual atua como violador sem respeito e sem nenhuma punição.

Mulheres há que convivem com homens assim em nome da religião, da palavra pastoral mal explicada, porque nunca tiveram uma posição de concessão apostólica (leia o capítulo concessão apostólica). Estão presas a eles e não têm como se livrar por isso. Estão casadas com Amnom. Quem foi este homem? Você amou um Amnom? Preparou e entregou-lhe os seus bolos, seus dons, sua atenção que jamais mereceu? Há uma solução para a sua vida.

Para observar bem e também compreender este assunto é necessário seguir as letras entre parêntesis em ordem no texto bíblico e comparar com os tópicos abaixo. O texto encontra-se em 2 Samuel capítulo 13:

1. Ora, Absalão, filho de Davi, (a) tinha uma irmã formosa, cujo nome era Tamar; e sucedeu (b) depois de algum tempo que Amnom, filho de Davi enamorou-se dela.

2. E (c) angustiou-se Amnom, até adoecer, por amar, sua irmã; pois era virgem, e (d) parecia impossível a Amnom fazer coisa alguma com ela.

3. (e) Tinha, porém, Amnom um amigo, cujo nome era Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi; e era Jonadabe homem mui sagaz.

4. Este lhe perguntou: Por que tu de dia para dia tanto emagreces, ó filho do rei? Não mo dirás a mim? Então lhe respondeu Amnom: Amo a Tamar, irmã de Absalão, meu irmão.

5. (f) Tornou-lhe Jonadabe: Deita-te na tua cama, e (g) finge-te doente; e quando teu pai te vier visitar, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha (h) dar-me de comer, preparando a comida diante dos meus olhos, para que eu veja e coma da sua mão.

6. (i) Deitou-se, pois, Amnom, e fingiu-se doente. Vindo o rei visitá-lo, disse-lhe Amnom: Peço-te que minha irmã Tamar venha e prepare dois bolos diante dos meus olhos, para que eu coma da sua mão.

7. Mandou, então, Davi a casa, a dizer a Tamar: Vai à casa de Amnom, teu irmão, e faze-lhe alguma comida.

8. Foi, pois, Tamar a casa de Amnom, seu irmão; (j) e ele estava deitado. Ela tomou massa e, amassando-a, (l) fez bolos e os cozeu diante dos seus olhos.

9. E tomou a panela, e os tirou diante dele; (m) porém ele recusou comer. E disse Amnom: (n) Fazei retirar a todos da minha presença. E todos se retiraram dele.

10. Então disse Amnom a Tamar: (o) Traze a comida a câmara, para que eu coma da tua mão. E Tamar, tomando os bolos que fizera, levou-os à câmara, ao seu irmão Amnom.

11. Quando lhos chegou, para que ele comesse, Amnom pegou dela, e disse-lhe: (p) Vem, deita-te comigo, minha irmã.

12. Ela, porém, lhe respondeu: Não, meu irmão, não me forces, porque não (q) se faz assim em Israel; não faças tal loucura.

13. Quanto a mim, para onde levaria o meu opróbrio? E tu passarias por um dos insensatos em Israel. (r) Rogo-te, pois, que fales ao rei, porque ele não me negará a ti.

14. Todavia ele não quis dar ouvidos à sua voz; antes, sendo mais forte do que ela, forçou-a e se deitou com ela.

15. (s) Depois sentiu Amnom grande aversão por ela, pois maior era a aversão que se sentiu por ela do que o amor que lhe tivera. E disse-lhe Amnom: Levanta-te, e vai-te.

16. Então ela lhe respondeu: (t) Não há razão de me despedires; maior seria este mal do que o outro já me tens feito. Porém ele não lhe quis dar ouvidos,

17. Mas, (u) chamando o moço que o servia, disse-lhe: (v) Deita fora a esta mulher, e fecha a porta após ela.

18. Ora, trazia ela uma (x) túnica talar; porque assim se vestiam as filhas virgens dos reis. Então o criado dele a deitou fora, e fechou a porta após ela.

19. Pelo que Tamar, (x1) lançando cinza sobre a cabeça, e rasgando a túnica talar que trazia, pôs as mãos sobre a cabeça, e se foi (x2) andando e (x3) clamando.

20. Mas (x4) Absalão, seu irmão, lhe perguntou: Esteve Amnom, teu irmão, contigo? Ora, pois, minha irmã, cala-te; é teu irmão. Não se angustie o seu coração por isto. Assim ficou Tamar, (x5) desolada, em casa de Absalão, seu irmão.

21. Quando o rei Davi ouviu todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira.

22. Absalão, porém, não falou com Amnom, nem mal nem bem, porque odiava a Amnom por ter ele forçado a Tamar, sua irmã.

23. (x6) Decorridos dois anos inteiros, tendo Absalão tosquiadores em Baal-Hazor, que está junto a Efraim, convidou todos os filhos do rei.

24. Foi, pois, Absalão ter com o rei, e disse: Eis que agora o teu servo faz a tosquia. Peço que o rei e os seus servos venham com o teu servo.

25. O rei, porém, respondeu a Absalão: Não, meu filho, não vamos todos juntos, para não te sermos pesados. Absalão instou com ele; todavia ele não quis ir, mas deu-lhe a sua bênção.

26. Disse-lhe Absalão: (x7) Ao menos, deixa ir conosco Amnom, meu irmão. O rei, porém, lhe perguntou: Para que iria ele contigo?

27. Mas como Absalão instasse com o rei, este deixou ir com ele Amnom, e os demais filhos do rei.

28. Ora, Absalão deu ordem aos seus servos, dizendo: (x8) Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre do vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom; então matai-o. Não tenhais medo; não sou eu quem vo-lo ordenou? “Esforçai-vos, e sede valentes.”

Agora compare as letras em negrito do texto acima e pense nisso.

(a) Tinha uma irmã formosa – A formosura chama a atenção do violador. Cobrir-se como Eva, após o pecado, com folhas de figos tapando precariamente a sua intimidade, ainda que isto na consciência feminina não pareça anormal (muito menos na mente de determinados crentes de certas denominações mais liberais), é uma bandeja para a mente de um violador. Os anjos, embora anjos, cobertos de penas de santidade, cobriam o rosto, os pés e o corpo para estarem diante de Deus. Seu corpo é um tabernáculo e tabernáculo tem mais cortinas que peças. O melhor do tabernáculo está coberto de trevas, não há candeeiro, não é para ser contemplado, é para ser cultuado a sós diante de Deus, depois de atravessarem-se os caminhos normais do átrio e do Lugar Santo. Há muitas formas de se ensinar este tipo de respeito e reverência a Deus, porém muitos pais, mães e até mesmo a maioria dos pastores não sabem como ensinar sobre isto e acabam levando o jovem a desviar-se dos caminhos do Senhor. A formosura que se torna em lascívia é um prato para o violador que calcula, é experto e se prepara para algum dia pegar a sua presa.

(b) “Depois de algum tempo”. Não chega da noite para o dia. Ele sabe esperar. Ele finge-se cristão, batiza-se, cumpre todos os requisitos familiares por levar o seu prêmio para a sua casa.

(c) “Angustiou-se até adoecer”. O amor do violador é doentio, é possessivo e anormal. O violador trabalha movido por três palavras: O medo, o ciúme e a hipocrisia. O seu medo é tão criativo quanto às palavras positivas. O seu ciúme é criminoso e sua hipocrisia é a sua religião. Ele por isso é capaz de entrar em qualquer ambiente.

(d) “Parecia impossível” (v2). Geralmente o violador procura um romance impossível. Mas ele trata de driblar toda impossibilidade, nada lhe é impossível.

(e) “Tinha Amnom um amigo” serpente, sagaz. Todo violador tem um comparsa aparentado e sem vergonha.

(f) “Deita-te na tua cama” (v5). Todas as atitudes de um violador têm um alvo: a cama. Ele nunca pensa na comunhão da mesa, no respeito familiar da jovem. Ele quer começar pelo íntimo, quando o público quer abençoar.

(g) “Finge-te doente” (v. 5b). O fingimento é a marca do violador. O maior objetivo do violar é ter uma aventura. O matrimônio não é uma aventura.

(h) “Tamar venha dar-me de comer” (v.5c). O violador procura dominar a sua vítima pelas suas habilidades. Procurando mostrar serviço e suas habilidades, as Tamares da vida caem como pato nas mãos do violador. Suas habilidades não devem ser mostradas imediatamente ao conhecer um homem. Você deve ser amada pelo que é e não pelo que é capaz de fazer. Isso afugenta o violador. “Deitou-se e fingiu-se de doente” (v.6). “Ele estava deitado” (v.8).

(i) “Peço-te que minha irmã prepare dois bolos diante dos meus olhos” (v.6b). O violador pedia dois bolos. O violador sempre está comprometido com seus comparsas. Na sua mente depois de abusar de você ainda falará de você para seus amigos. Ele pede dois bolos. Não prepare os seus bolos prematuramente. O melhor que Deus lhe deu para compartir são os seus “bolos”, e isso somente você os pode preparar e somente os pode preparar uma vez e para um único homem.

(j) “Ele estava deitado” (v.8). O violador terá sempre uma aparência de fraqueza diante de sua vítima, mas por dentro é voraz como um leão faminto.

(k) “Ela tomou a massa e fez bolos” (v. 8b). A vítima sempre dará o melhor e estará sendo observada: “diante de seus olhos”.

(l) “Porém ele se recusou comer” (v.9). O violador não terá respeito por teus bichinhos de pelúcia, ele não amará suas carinhas repletas de corações e de sonhos, ele não quererá igrejas, nem testemunhas de casamento, ele não quererá buquês, odeia ir a um shopping. Ele não quererá fazer parte de teus pequenos detalhes de amor. Ele não come, ele traga. Ele não mastiga, ele engole, ele tem mãos grossas e usa luvas de pelica. Abra os teus olhos menina…

(m) “Fazei retirar a todos de minha presença” (v.9b). O violador não quererá testemunhas de seu romance. Ele expulsará a todos de sua vida. Não permitirá a presença de seus amigos que perguntam como está tudo… Como vai a saúde, como vai o romance, como vai o casamento. Alguns violadores já estão casados e seguem usando as mesmas táticas com suas próprias esposas. Quando você abrir os olhos estará literalmente só, nem agenda terá. O violador não quererá testemunhas, porque teme seus envolvimentos.

(n) “Traze a comida à câmara” (v.10). Não leve a comida no altar de sua desgraça, sem testemunhas você será violada. E ninguém poderá te salvar.

(o) “Vem, deita-te comigo” (v.11). O violador quererá sexo sem paixão, sem amor, sem respeito e sem garantia.

(p) “Não se faz assim em Israel” (v.12). Em Israel não se costuma violar e ficar ileso. O poder real não cobre atitudes terminais de um príncipe. Será julgado por isso e o seu fim será trágico. Se a vítima se calar também sofrerá injustamente: “Quanto a mim…” A dor e a vergonha que vêm pela violação são irreparáveis.

(q) “Rogo-te que fales ao rei” (v.13,14). O violador não gosta das coisas estabelecidas legalmente. Ele quer levar tudo a seu modo. Ele não tem identidade, não é respeitado, sua ficha é triste. Ele quer tudo segundo suas leis pessoais e isso é terrível.

(r) “Sentiu Amnom grande aversão por ela” (v.15). O violador sente aversão e nojo pelos seus maus atos, nunca se arrepende. O amor que muda em aversão é mentiroso, é hipócrita.

(s) “Não há razão para me despedires; maior seria este mal do que o outro já me tens feito” (v.16). A violência emocional é pior do que a sexual. Promessas sem fundo são iguais que cheques sem fundo. A mulher sonha, imagina e cria seu novo mundo e o violador detesta sonhar. O violador não assume seus sentimentos e atos.

(t) “Chamando o moço que o servia” (v.17). O violador sempre tem cúmplices que lhe servem pelo salário do nada e da ilusão. Se você serve a um violador deixe-me mostrar-lhe três passos para tornar-se igual a ele: Vejamos o que nos diz o livro de Salmos, capítulo 1: “Bem aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem anda pelo caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos esclarecedores” (v.1). Você vai passando por fases diferentes e pode ser que já esteja na fase final. Veja você mesmo onde está: 1) A primeira fase é seguir o conselho dos ímpios. Nesta fase você sabe que está errado no que faz. Você sabe. Se sente nervoso ao fazê-lo, trêmulo, calouro, mas ainda assim satisfaz os seus amigos que lhe pressionam. O ladrão, o assassino e o adúltero ou o infrator de forma geral atuam assim com insegurança e medo quando o fazem pela primeira vez. Nesta fase você ainda pode se sentir arrependido pelo que faz. 2) A segunda fase que chega quando você é amigo e servo do Violador ou infrator, é a fase do caminhar na senda dos pecadores. Esta pessoa que apenas mente, promiscui-se, é infiel, manipuladora começa a se converter numa pessoa potencialmente desonesta triunfalista. Começa a sentir que, se engana, se mente, se rouba, se viola mais não nem por isso é descoberto e orgulha-se por isso com seus amigos à gargalhadas. Conta suas histórias com orgulho e segue no caminho dos pecadores. Se você está nesta fase, já é mais difícil que sua mãe toque seu coração com suas palavras de conselho… 3) A terceira e última fase, é a fase da aquisição do cinismo e a prática deliberada e profissional do mal. Quando ele se assenta na roda dos escarnecedores para escarnecer-se daqueles que praticam o bem. Esta é a fase final. O amigo do violador o serve porque ainda está numa destas fases anteriores, mas o seu senhor já está aqui nesta fase. É aqui que os bandidos profissionais se sentam. É o grau máximo aonde pode chegar um violador, à prática do mal sem remorsos. Já não ama sua família, não tem respeito à ordem, não se importa com a sua saúde, e ninguém lhe toca o coração. Só Deus, só Deus. É torturador, ameaçador e ridículo. E o servo do violador pode chegar a este grau, o grau de ver jovens, mulheres clamando por ajuda e não sentir vontade de ajudar, de denunciar, porque está vendido.

(u) “Deita fora esta mulher” (v.17b). O violador não quer prostitutas, quer virgens, mulheres honestas, que desejam viver e amam a vida.

(v) “O que fazer depois?” (v.18,19). “Ora, trazia ela uma túnica talar; porque assim se vestiam as filhas dos reis… pelo que Tamar, lançando cinza sobre a cabeça, e rasgando a túnica talar que trazia, pois as mãos sobre a cabeça, e se foi andando e clamando”; v1) Não siga enganando-se a si mesma com suas roupas de cores e de virgindade. Será pior para você. Não faça alarde; contra si mesma será o alarde. Seja sábia e busque ajuda. A jovem Tamar não tinha nenhuma experiência e se auto-prejudicou. v2) Busque ajuda, ande e clame. Não clame por suas amigas, não clame se tem pais descontrolados, clame a seu pastor, mas se seu pastor é desequilibrado você não tem pastor, procure ajuda profissional cristã. Não busque a Absalões que te darão conselhos errados e de nada te servirão; v3) Absalão disse que ela se calasse; v4) Ela ficou na sua angústia e na sua v5) desolação, (v.20). Não faça isso. Busque ajuda correta. Seus amigos ou seus irmãos carnais somente piorarão sua situação. v6) “Decorridos dois anos” (v.23). O violador morrerá algum dia.

(a) Morrerá numa festa real (v.23). “Peço que o rei e os seus servos venham com o teu servo”.

(b) Morrerá e nem saberá por que (v.26): “Ao menos deixa ir Amnom conosco”.

(c) Será enganado e morrerá nos seus vícios (v.28): “Quando Amnom estiver alegre do vinho, matai-o. Não tenhais medo”.

Estou terminando de escrever este livro neste capítulo, mas levantei-me de meu descanso, porque ali no meu cantinho ao lado de minha esposa o Espírito Santo conversou comigo sobre a conclusão deste capítulo. Queria concluir de forma que trouxesse cura às mulheres violadas, e até mesmo aos homens violados, porque há muitos que sofrem violência emocional, principalmente quando se casam com “santas mulheres” de oração que vivem o tempo todo na igreja, nunca se submetem a seus maridos e quando pregam, pregam sem respeito ao varão demonstrando de forma bem clara sua vida íntima no lar. Mas seguem casadas somente por cobrir-se tecnicamente, mas não são esposas nem têm de fato um marido, pobre prisioneiro com Cristo – e ninguém o visita.

1. Não saia por aí demonstrando vestidos de cores como filha(o) de rei quando na verdade não tem mais direito de usá-los. Falar a verdade não é tudo. Orgulhar-se por falar a verdade, também. Jesus antes de ser verdadeiro era gracioso: cheio (primeiro) de graça e de (depois) verdade. Se você falar a verdade sem graça sua verdade funciona como o mesmo escândalo de uma mentira. O escândalo não vem somente através daquele que o comete (o que peca), mas especialmente por aquele que o publica ou sutilmente deixa que se publiquem: “…, mas ai daquele homem pelo qual vier o escândalo”. (Mt 18.7c). Por outro lado há pessoas que não suportam a verdade: quando ouvem a verdade querem agir terminantemente com atos e palavras. Elas merecem ouvir a mentira, pois se gozam com a mentira. Amam a mentira. E quando descobrem a verdade querem saber por que se lhes mentiu. Resposta: porque não suportam a verdade nem ao menos querem ouví-la. Muitas mulheres mentem a seus maridos não por serem mentirosas, mas porque seus maridos amam a mentira e não suportam a verdade, reagem ao inverso. Não lhes digo que siga assim, mas quero que aprendam uma coisa nova sobre isto. Deus honra nossas palavras mesmo quando somos forçados por líderes, maridos ou superiores a mentir. Não queremos mentir. Mas somos ameaçados por superiores que violam nosso serviço e nosso amor ameaçando-nos. Este ato dói o coração do servo de Deus ou da serva de Deus. Que fazer? Deus está vendo tudo amigo(a). Lembra-se de Abraão? Quando ele violentou Sara obrigando-a a dizer que era sua irmã a Faraó? Ela não questionou porque obedecia a seu marido. Mas ela se sentiu mal, correu perigo de ser violentada pelo rei por causa de seu marido caidinho por uma mentira. Ela foi cúmplice de seu marido e mentiu. Mas o seu coração clamava porque ela não temia falar a verdade, nem diante dos anjos de Deus. Naquela noite Deus veio em seu socorro. Deus em sonhos revelou a verdade a Faraó e Sara foi ouvida. Sua oração a Deus em ocasiões assim é muito importante, principalmente quando se corre perigo moral grave.

2. Não se sinta comiserada. Não pense que é a única pessoa a sofrer este tipo de coisas. Até os anjos que foram à casa de Ló sofreram tentativa de estupro (Gn 19). E como ali cremos que era o próprio Deus em sua teofania visitando a casa de Ló, vemos que o próprio Deus sofreu tentativa de violência sexual. Ele sabe que tipo de sentimentos resulta atitudes malignas assim. Sinta as mãos cicatrizantes e curadoras de Deus, o criador e médico dos médicos tocarem seu corpo e principalmente aonde dói mais, sua alma. Agora mesmo, receba consolo de Deus pelo Espírito Santo. Levante-se para ver o outro lado da estrada como Hagar, que ao ver o seu filho chorar, o abandonou longe para não vê-lo morrer. Veja uma fonte no caminho de tua desgraça. Ele vem vestido com suas roupas de festa, de noivo, falando com sua voz suave, chamando pelo teu nome querendo curá-la(o).

3. Abandone os amigos fofoqueiros da sua vida. Corte as amizades com gentalha, gente baixa, que leva-e-traz. Procure a nobreza. Aprenda a ser nobre nas palavras, atos e vestimentas. Tire a roupa da inocência triunfalista de falsa santidade e se vista da pureza de Cristo. Não carregue uma cruz além do Calvário. Ali deve ficar a sua cruz. Quantos anos Jesus carregou a cruz? Vinte anos? Dez? Não. Horas. Algumas horas. Ele preparou-se a vida inteira para levar a cruz algumas horas. Depois disso, disse Paulo, segue o peso de glória. Muitos passam a vida inteira carregando a cruz para carregar o prêmio de glória algumas horas. Troque isso agora mesmo. Ame a vida, sonhe para viver. Não viva para sonhar. Mesmo sem dinheiro vá sonhar. Sonhar é bom, é bom sonhar para saber o que quer ter quando tiver o que vai ter. Alegre-se, não viva dizendo o seu problema, não testemunhe dele, não conte a ninguém seu problema que não seja a homens ou a mulheres nobres de espírito, que possam ajudá-lo(a). Levante a cabeça e parta para o seu original subindo ao monte para escrever de novo as tábuas do seu projeto. (DA BÍBLIA ALPHA, VT – VERSÃO DI NELSON)

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