Elias prediz uma grande seca e é sustentado pelos corvos (Tg 5:17). Sendo da terra do pacto feito entre Labão e Jacó, Gileade, Elias aparece como um dos homens mais íntegros da história da nação de Israel. A palavra de Elias:

(1) Não haverá orvalho, que vem de Hermon;

(2) não haverá chuva para regar a terra. Três anos sem orvalho e nem chuva era um duro castigo para uma nação e o seu governante. Com esse mesmo castigo Davi e seu povo foram angustiados. Agora, segundo a palavra do profeta Elias. Através de Elias conhecemos um tipo de profeta que fala e Deus cumpre, pois Deus confia nele e lhe confere esse poder para exaltar o seu Nome. Ele não agia assim para mostrar quanto poder tinha sobre si
1 Rs 17:1: Elias, o tisbita, um dos habitantes de Gileade, disse a Acabe: “Pela vida do Senhor Jeová, Deus de Israel, em cuja presença estou, não haverá, nestes anos, nem orvalho nem chuva, senão segundo a minha palavra”. (Lc 4:25; Tg 5:17; 2 Rs 3:14; Dt 10:8; 1 Rs 18:1)

A. Comendo e bebendo em Querite: Sustentado pela natureza criada: A palavra do Senhor, o Verbo de Deus, que era Deus, vinha sobre ele. Era diferente de o “Espírito do Senhor” vir sobre ele. Às vezes, a Palavra do Senhor vinha sobre o profeta; outras vezes era o Espírito do Senhor que vinha sobre o homem de Deus. Hoje, nesta dispensação da Graça, temos a presença de ambos, sobre a nossa vida. Devemos agradecer muito a Deus por isso. Elias é um protótipo de João Batista (Mq 4:5-6; Mt 11:14; Mc 9:11-13; Lc 1:17). O cumprimento da palavra do anjo Gabriel de que ele viria no Espírito e no poder de Elias (Lc 1:17). Ele não era Elias em carne e osso, pois este daria sinal da vida eterna em Mateus 17, que foi trasladado no redemoinho. João morreu. Mas, o mesmo Espírito que atuou na vida de Elias estava sobre João, o Batista: Mateus 11:14: “E, se quereis dar-lhes crédito, este é o mesmo Elias que havia de vir”. Elias (com Moisés) apareceu diante do Senhor Jesus, na sua transfiguração e viu a sua glória (Mt 17:1-8; Mc 9:1-8; Lc 9:28-36). Moisés foi o grande legislador da tribo sacerdotal de Levi, e Elias foi o grande profeta em um tempo de grande apostasia. Elias trouxe a nação e os seus líderes a uma conversão a Deus. Havia muitas semelhanças entre Moisés e Elias:

(1) Os dois testemunharam sobre o Filho de Deus;
(2) os dois foram exemplos para os seus discípulos em momentos de apostasia.
(3) Os dois foram profetas do Senhor.
(4) Os dois tinham personalidades diferentes, mas tinham a mesma missão
1 Rs 17:2: A palavra do Senhor Jeová veio a ele, dizendo: Deus não o enviou ao Jordão, mas a um ribeiro que afluía para o Jordão. (É como ir trabalhar em uma congregação bem simples…) Não era o principal rio que o sustentaria, mas um ribeiro chamado de Querite. (1) O local do cumprimento da profecia. Os justos não podem sofrer com os ímpios: “Retira-te daqui”; (2) Deus tem um lugar reservado para os justos, em tempos de juízo: “vai para a banda do Oriente”;

(3) Deus manda ele se esconder, tipo dos tempos de tribulação dos quais o remanescente de Israel e a Igreja serão livres: “e esconde-te junto ao ribeiro de Querite (“cortar sob medida”);

(4) no Jordão, não estaríamos seguros, mesmo tendo água à disposição: “que está defronte do Jordão”. Querite está diante do Jordão, não porque Deus não pode nos dar água do Jordão, mas para que o Jordão assista a sua vitória na provação; é como ter vitória em um dia de jejum morando ao lado de um restaurante que tem a chaminé para a sua janela. Não é você quem sofre sede, é o Jordão que o assiste, sem que você precise dele!
1 Rs 17:3: “Retira-te daqui, vai para a banda do Oriente, e esconde-te junto ao ri- beiro de Querite (“cortar sob medida”), que está defronte do Jordão.

(5) Deus manda ele beber do ribeiro e não do rio: “Beberás do ribeiro”. Há situações nas quais nossas escolhas pendem para o Jordão (ao abundante) e não para o Querite (ao racionado). Jordão quer dizer “o que desce”, e Querite “cortar sob a medida” de Deus; é melhor o tronco ser transformado em um barco, e navegar no Jordão, do que ser levado sobre as águas do mesmo, e descer sem propósito rio abaixo.

(6) Deus ordenou que os corvos lhe sustentassem: “e ordenei aos corvos que te sustentem ali mesmo”. Muitos escritores incrédulos creem que estes corvos eram participantes de um grupo de provedores do deserto.
(a) Mas eu creio que eram aves de rapina, sem dúvida nenhuma. Eu creio que Deus usa mulas, corvos, leões e pombas para tratar com os profetas. Às vezes nos perguntamos: “por que esta pessoa, que não está apta para nos trazer esta palavra, está aqui?” São corvos! Deus usa os corvos, pois eles são aves que sobrevivem tranquilamente em tempos de sequidão. Eu também creio que os anjos de Deus poderiam se manifestar da forma como eles quisessem, mas como Elias estava vivendo pela fé, se um anjo aparecesse ali, ele já não atuaria conforme a fé, e Deus sabia disso.
(b) Corvos trazendo comida? (Primeira tipologia): Logo imaginamos os seus bicos
cheios de bactérias, e seus pés sujos prendendo o alimento… Os especialistas em carniça trazendo alimento fresco a um profeta? Sim! Isso mesmo. Eles não podem comer o que nós costumamos comer. Eles não são nossos rivais, eles são enviados de Deus, e não estão interessados em nosso alimento, mas sim em obedecer a quem lhes enviou: Deus tira do tesouro do ímpio para dar nas mãos dos justos; mas os ímpios não se importam com isso (somente os nossos irmãos invejosos). Eles não comem o que nós costumamos comer. Alguns corvos entregam a mensagem, mas não têm comunhão com a mesa. Não devem ser aplaudidos. Eles devem ir embora, pois são corvos. Eles têm outra natureza. Deus os enviou porque em tempo de crise, geralmente, as pombinhas são guardadas, assim como Deus guardou a Elias. A palavra de Deus é livre e não se corrompe nas garras do corvo, mas faz o que deve fazer
1 Rs 17:4: Beberás do ribeiro; e ordenei aos corvos que te sustentem ali mesmo”.

(7) Faça conforme a Palavra de Deus: “Partiu e fez conforme a palavra do Senhor Jeová, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está defronte do Jordão”. Em um “ribeiro” diante do “rio”? Será que Deus quer nos humilhar, nos colocando diante do rio, e nos mantendo no ribeiro? Não! Ele quer deixar o rio perplexo, por causa do modo como viveremos no ribeiro sem precisar do rio! Pois aquilo que é verdadeiro é o que verdadeiramente precisamos, pois Deus nem sempre nos dá o que queremos, mas sim o que precisamos. (a) (Segunda interpretação, teológica) – Os corvos, aqui, representam também o antigo pacto, assim como a pombinha, no NT, representa o novo pacto introduzido por Cristo. Assim como Noé enviou o corvo, e não teve retorno, o novo pacto trouxe o sinal de uma nova natureza no bico. Elias estava vivendo no antigo pacto, e todas as coisas que acontecem com ele mostram a tipologia do antigo pacto. Por exemplo, o pão e a água de manhã falam do antigo pacto; o pão e a água, à tarde, falam do novo pacto, do sacrifício da tarde feito por Cristo
1 Rs 17:5: Partiu e fez conforme a palavra do Senhor Jeová, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está defronte do Jordão.

(8) Observou que o alimento da manhã e o alimento da tarde eram compostos de elementos vegetal e animal? Percebeu que ele comia como um sacerdote no deserto? Percebeu que os dois alimentos falavam dos sacrifícios matinais e vespertinos do Templo? Percebeu que ele estava comendo o alimento oferecido a Deus, e que Deus compartilhava com ele da sua comida? Então também percebeu que ele comia de um tipo da Ceia do Senhor! Percebeu que a oferta animal, e vegetal deveriam ser entregues juntas, na mesma hora? Como os corvos sabiam disso? “E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, e também pão e carne à tarde”. O pão fala da Palavra de Deus, e a carne do corpo de Cristo, isto é, da comunhão do seu corpo; (8) o Espírito Santo se manifestava no ribeiro: “e ele bebia do ribeiro”
1 Rs 17:6: E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, e também pão e carne à tarde; e ele bebia do ribeiro.

(9) O Espírito Santo, naquele tempo, era dado de forma limitada; não poderia ser tipificado ou simbolizado pelo Jordão. Estava tudo sob o controle de Deus! “Mas, com o passar dos dias, secou-se o ribeiro, porque não chovia sobre a terra”. O antigo pacto era um pacto de pouca água, de pouca chuva e um pacto de ribeiro e não de rios. Somente nos dias de Cristo, ele exclamou: “Aquele que crê em mim como diz a Escritura, rios de águas vivas correrão de seu interior” (Jo 7:38,39)
1 Rs 17:7: Mas, com o passar dos dias, secou-se o ribeiro, porque não chovia sobre a terra.

Um comentário em “Não desafie o Jordão, mesmo que ele desafie o pequeno Rio Querite

  1. não é o que comentar .sÓ glorificar a Deus por tão amor a nós .trazendo o sr é esta terra .um homem humilde que nos ensina como jesus tocando nossa alma com tão grande ensinamentos maravilhosos e edificantes a nós .lágrimas caem do meu rosto não consigo expressar porque sinto a glória de Deus atravez da sua poderosa palavra sendo revelada e objetiva a nossos corações Deus abençoe o sr Mestre com saúde plena e toda sua amada família com saúde e paz no nome do sr jesus cristo o nazareno amém que ensinamento

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